Fluxo de Caixa vs DRE: qual a diferença e por que você precisa dos dois

Gilson Camargo
4 min de leitura
Fluxo de Caixa vs DRE: qual a diferença e por que você precisa dos dois

Você fecha o mês, olha a DRE e vê lucro. Mas na hora de pagar a folha, o dinheiro não está lá.

Isso não é erro de cálculo. É a diferença entre dois relatórios que todo dono de PME precisa entender: a DRE e o fluxo de caixa.

Confundir os dois é um erro que custa caro. Dados do Sebrae mostram que 48% das micro e pequenas empresas fecham por problemas ligados à falta de planejamento financeiro e descontrole de caixa.

O que é a DRE

A DRE é a Demonstração do Resultado do Exercício. Ela responde uma pergunta: você foi lucrativo no período?

Para isso, a DRE usa o regime de competência. A receita entra no relatório quando a venda acontece, não quando o dinheiro chega. A despesa sai quando o compromisso é assumido, não quando você paga.

Resultado: a DRE mostra a rentabilidade real do negócio, independente de quando o dinheiro transita.

O que é o Fluxo de Caixa

O fluxo de caixa usa o regime de caixa. Só entra no relatório o que entrou na conta. Só sai o que saiu de verdade.

Ele responde uma pergunta diferente: você tem dinheiro para operar amanhã?

Nenhum dos dois está errado. Eles respondem perguntas diferentes.

O caso do lucro fantasma

Imagine que você fecha uma venda de R$100.000 parcelada em 10 vezes.

Na DRE do mês da venda, aparecem R$100.000 de receita. O regime de competência registra tudo no momento em que a venda acontece.

No fluxo de caixa do mesmo mês, aparecem R$10.000. Só a primeira parcela entrou na conta.

Nos nove meses seguintes, os outros R$90.000 vão chegando aos poucos.

O problema: fornecedores, folha de pagamento e impostos não esperam dez meses. Eles vencem agora.

É por isso que uma empresa pode fechar o mês com lucro na DRE e não ter dinheiro para pagar as contas. O lucro existe, mas ainda não chegou.

DRE e Fluxo de Caixa: o que cada um responde

Pense assim:

  • A DRE responde: "Fui lucrativo?"
  • O fluxo de caixa responde: "Tenho dinheiro para operar amanhã?"

Usar só a DRE é como dirigir olhando pelo retrovisor. Você sabe o que aconteceu, mas não vê o que tem pela frente.

Usar só o fluxo de caixa é como olhar apenas o painel de combustível. Você sabe se tem gasolina, mas não sabe para onde está indo.

Os dois juntos te dão o mapa completo.

Qual a frequência certa de acompanhamento

DRE: mensal, no mínimo. Muitos gestores fazem só uma vez por ano porque é obrigação legal. Mas uma DRE mensal mostra tendências antes que virem problema.

Fluxo de caixa: semanal ou diário. O caixa muda todo dia. Quanto mais frequente, mais cedo você identifica um gap antes de virar crise.

Por que PME de serviço precisa de atenção dobrada

Quem vende produto entrega e recebe. O ciclo é mais curto.

Quem vende serviço pode prestar o trabalho em janeiro, faturar em fevereiro e receber em março. Três meses de gap entre o serviço entregue e o dinheiro na conta.

Nesse cenário, a DRE e o fluxo de caixa ficam em mundos completamente diferentes por meses. Monitorar só um dos dois é operar no escuro.

Você não precisa de planilha para isso

A maioria dos donos de PME não faz esses relatórios com frequência, ou faz uma vez por ano só porque é obrigatório.

O motivo não é falta de vontade. É que gerar DRE e fluxo de caixa numa planilha dá trabalho. E trabalho vira desculpa para adiar.

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